terça-feira, 30 de agosto de 2011

medo

Medo de dizer e de calar
Medo de ser e de estar
Sem saber o que fazer ou o que está certo
Tudo à volta fica tão longe e tão perto
Ouvir as vozes que tudo e nada dizem
Experimentar as emoções sem que fiquem ou amenizem
Medo do que há e do que vem
Querer todos e ninguém, ninguém sabe o que tem
Medo de estar certo e de errar
Medo de cair sem aterrar
Nadar sem saber flutuar
Naufragar sem saber navegar
Ouvir sem saber silenciar
Emudecer e por fim humedecer
Fazer tudo sem querer, sem nada querer
Medo de ficar e de partir
Medo de repartir
Medo de sonhar
Medo de ganhar
Medo porque sim
Medo porque há mesmo um fim

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

sabor

Por aqui, além
O vento e a chuva quente
O norte e o sul intenso
Aquém da pobreza

Tenho a vontade
Não me falta sequer a paz
O sabor de cada emoção
Emergida em cada espaço

Conquistar, sem vintém
O profundo sossego dormente
Vivido sem consenso
Nem a serenidade de uma certeza

Para nada importa a idade
Nem interessa ser audaz
Trago em mim um coração
Que tudo sente sem embaraço

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