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A mostrar mensagens de Maio, 2011

olhar

Sobre um olhar esparso, infrutífero, fica a impressão do visível.
Não mais que interpretável.
Fica a soar, a mente incauta, irreversível.
Vê-se o cão saltar, enquanto as ervas são colhidas.
Actos desprendidos, ordinários e nada mais para dar.

Mas o cão salta feliz. Será porque as mãos sabem onde cair. Afirmo. Agora dou-te nada. Depois o caminho, algo onde e por onde seguir.

Fica o olhar que nada viu. A sentença permanece e será eterna, sem interpretação, mais nada fica.
E para sempre, um momento profundo perde-se quieto e sereno.

Pretérito.

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