quinta-feira, 24 de junho de 2010

espaço

Espaço protegido e que protege
Sabor ferido e que emerge
Absorve a loucura da razão
A passividade de uma mão
Que se fecha, e abre se...
Abre-se, porque se fecha
Mais rápida que uma volátil flecha
E de volta ao espaço encontro
O segredo guardado no epicentro
Que se abre, e fecha se...
Abre-se e não custa falar
Desinquieto procuro o lugar
Às vezes parece que nada faz sentido
Mesmo que nada seja omitido
Que apenas se abre, e se fecha; se...

terça-feira, 22 de junho de 2010

opiniões

Nunca foi tão fácil expressar opiniões como agora.
Nunca foi tão difícil demonstrar emoções como agora.

Todos se queixam de que já ninguém se importa com ninguém, que cada um quer saber apenas dos seus interesses. Esta opinião é comum a todos, e todos se sentem afectados pela realidade que afirmma, mas a verdade é que tudo continua igual. Então isso significa que os que se queixam, são os mesmos que o fazem.

Afinal, sinto que as opiniões manifestadas por todos aqueles que antes se silenciavam são fabricadas pelos mesmos que já as tinham em exclusivo. Então tudo continua na mesma. Talvez tenham melhorado as condições para a produção de bons espectáculos de marionetas.

Ainda tudo está igual. Ainda continua a ser praticamente impossível escrever um poema apenas com ideias e palavras positivas que seja considerado profundo e capaz de mudar um rumo, porque ainda ninguém se identifica com esta linguagem.

Ainda há muitos dentes para perder; o crânio ainda tem muito para aumentar; a cauda ainda dava jeito para enxotar as moscas.

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