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A mostrar mensagens de Abril, 2010

panorama

Uma montanha que vejo
Que sinto
Que passo
E não esqueço

Reconheço o sabor
Sem dor
Nem embaraço

É tudo distinto
Secreto
Um compasso

Num ensejo
Não me minto
O tempo aos olhos é escasso
E faz viver o amor

dizer

Imagem
Dizer o que se sente
É sempre o mais fácil
Também se pode não dizer
Também se pode mentir

Mas aí o sol não nasce
A noite sente-se ruir
O rio deixa de correr
A maré deixa de subir

O mundo fica ausente
A pele indócil
Mas o momento renasce
Se um sentimento fluir

laje

Um perfeito caminho
De lajes soltas
Crestadas num vértice
Compõem a entrada

Palavras escusas
Em trigo envoltas
Omitem-se na réplica
Esquecem a estrada

Ao longe um moinho
De colossais velas ocultas
Permite em cada ápice
Aquecer o meu peito

São pedras difusas
Enleadas e revoltas
Num eterno que se aplica
A tudo o que está feito