sexta-feira, 31 de agosto de 2007

inóspito


quinta-feira, 30 de agosto de 2007

inconfidente

Demoro-me a pensar. Olho para mim e escuto os sons da estrada, lá mais ao fundo.
É-me difícil conceber um dia assim. As palavras segredam os seus significados inaudíveis. Escuto, ou apenas ouço.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

intenso


A reunião antes da partida...

*obrigado à autora da foto!

domingo, 26 de agosto de 2007

insónia

Desça à terra que me ata. Nesta nave de unguento ingénuo. Limpa choques. Deixe-me dormir, não me mostre. Os seus cabelos repousam. Sentem-se belos. Não os molhe. Então deixe-me ir. Já é tarde para vir. Desta vez é como vê. Não enumere o que não contempla. Quero antever. Franqueie para mim. Silêncio. Não me acorde. Desta vez não me aferra. Então é... uma boa noite. Amanhã o jogo recomeça.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

insatisfeito

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

inconstante

Porque tudo faz chama. É fácil sentir peso inerte de qualquer substância. A viagem é seguida de sonhos. Isto tudo, não respira solidão. Esferas de fome flutuam no espaço. A surdez estagna o lodo. A prisão desconhece a inconstante semente da fala vivida.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

interno

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

incenso

Não tenho tudo. Não sou o que quero. Não sou coerente. Não sou diferente.

Que falta faz o não? Porque se faz tanta pergunta?
Pode ser a revolta do não dizer não; e saber o que fica.
Sou eu, o que sou... sempre. Mesmo que questione o que é ser alguém.
É mais simples apenas ser, sem questionar; porque uma pergunta não é uma resposta. Porque é comum haver quem aponte os erros. E só. E nós sabemos quais são os erros.
Então, sou... e se sei ser? [...] sei.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

instante


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

indivisível

Às vezes sinto o sol e o ser. O sol que aquece. E o ser que sente.
Das outras vezes sinto ser o sol; ou o ser que quer sol; ainda o sol que quer ser.
É assim ser.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

inconsciente


Pode ser inconsciente, mas o espaço vai sendo ocupado...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

instinto

Instinto que te empurra... E se eu controlasse?

terça-feira, 7 de agosto de 2007

infinito

É de tudo, o que é quase.
E em pouco se torna. Se entorna a mão, não sabe da paz que se manifesta.
O princípio retorna e esconde o que mais se vê. Vê-se que não sabe mudar o rumo da festa.
Ao que demais vem, espera o rumo de ter o pensamento seguinte. Em seguida pensa que sabe onde mais querer a sorte que se diz indigesta.

domingo, 5 de agosto de 2007

incrível

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

incremento

A vitória pode não trazer ganhos. Ter razão não garante sabedoria. A culpa não vive e pode tornar-se saudade.
A necessidade de fazer não conhece qualidade. Não deviam haver tarefas diárias. Elas esgotam-se na sua própria recorrência, e não permitem inovação.
Não se pode sonhar todos os dias?
As palavras escondem sentimentos. Não é fácil dizer o que se sente, realmente o que se sente - Eça de Queiroz* dizia que os escritores portugueses deixam de dizer o que sentem, e esquecem a sua opinião, em detrimento do que fica, e parece, bem. E o que fazem os outros portugueses?
Este texto poderia ser mais longo, se eu quisesse continuar a escrever, e se depois, não afastasse a vontade de alguns que o querem ler.


* espero não ferir qualquer sensibilidade e merecer poder usar o nome e a sabedoria desta grande personalidade portuguesa.

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