segunda-feira, 2 de julho de 2007

caminhar ao choro da meia-noite

Caminhar pode não ser mais do que colocar um pé à frente do outro e chegar mais à frente. A meia-noite pode não trazer mais do que a sucessão dos dias e dar a hipótese de começar tudo de novo. Chorar pode não permitir mais do que produzir sons, verter lágrimas e deixar como escolha voltar a sorrir com mais convicção.
A lua sabe voltar. E trás e leva as marés. E junta-se sempre aos que caminharam.
O vento sabe levar as sementes, que reiniciam a esperança de permanência, que aconchega os que se permitem mudar de rumo, e começar, e recomeçar a explorar novos caminhos.
A chuva sabe lavar os rostos dos que choram e com eles pode sorrir.

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