quinta-feira, 28 de junho de 2007

corte

Extremos da vida. Medida. Em mim confiada. Permitida.
Por sinais obtusos. Confusos. Sem sorrisos. Difusos.
É um pouco mais que nada. Não que nada seja. Existe. Até ao fim.
Sem dormir. Um pouco mais que sentir. Sem querer fugir.
Como subir uma escada. E esquecer a inveja. Que se esconde em mim.
Como rimas fáceis. Dicionários de papas de aveia. Ao descer da maré-cheia.
Não quero dormir. Não sei sentir. Não tenho para onde fugir.
Não quero repetir.
São gestos dóceis. Que derretem geleia. Ao subir à lua... crescente.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

antes do fim









Antes do fim há sempre algo mais a fazer.

domingo, 24 de junho de 2007

ser

Saber o ser que sou.
Saber ser como sou.
A vida ao olhar do que vivo.
Ver no mundo o que vejo.
Voar como o pássaro que voa.
Saber o que sou e sê-lo.
Cantar um sonho ao canto, e canto.
Mudar, como o vento mudou.
Saber ser o que sou.
E vou...
...embora fique.
E sou o que sou.

terça-feira, 19 de junho de 2007

diamante

No teu olhar vazio
Quase transparente
Ausentado de substância
Num nevoeiro indiferente
És um furor arrependido

Um movimento esguio
Sobre ti incêndiado
Procura apenas alternância
No teu querer evaporado
És um sabor ofendido

Não te falo de um desvio
Antes fosses inocente
Desconheces a importância
Do saber irreverente
És um calor esquecido

sexta-feira, 15 de junho de 2007

o mistério



O mistério do que se vê e não se sente...

quinta-feira, 14 de junho de 2007

visual index

Sorri e deixa de sorrir. A frustração transfigurou-lhe o sonho; que surgiu por nada existir, e desapareceu por nada ter. As palavras são pouco claras, para si. Restringem os pensamentos. Então deixa-se sorrir e parar de sorrir. Levanta os braços ao céu; move os dedos dos pés remexendo a areia. Sorri e resolve continuar a sorrir.
Uma onda chega mais perto.
Olha para as suas mãos, lá em cima, recortadas de azul. As mesmas que sempre camuflou. Não deixa de sorrir.

terça-feira, 12 de junho de 2007

caranguejo

Caranguejo é uma palavra engraçada. Só pela sua sonoridade.
Esqueço por um momento o animal incrível que lhe está associado, e imagino o que seria, se não fosse o que conheço.
Um pouco de imaginação; comcentração: e para mim um caranguejo é um sistema de engrenagens de extrema complexidade.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

ficou

A cidade que para trás ficou
Não é mais do que o caminho que voltou
Livre e desprendido de submissões
É o espaço aberto que se abre e absorve emoções
Incita a avançar,
Sem medo de recear
Não é esgrima nem sabor,
É mais útil do que qualquer dor

domingo, 3 de junho de 2007

zzz

Novos recursos separam-nos do que sempre fomos. É a inquietação moderada pela edição de imagens profusas que esmagam cada individualidade.
Parece que não tenho assunto.
Parece que nada quero dizer.
Tento experimentar como se diz algo novo. De modo a que mais alguém entenda. Sem saber com que tipo de frases se pode sensibilizar a indiferença ou indicar uma alternativa urgente.
Já parecem gastas, todas as fórmulas conhecidas.
O objectivo é simples: é trazer-nos para mais perto do ser. E sobram pequenos clarões do que pode fazer; de como se pode usufruir de todo o potencial.
Que não falte a imaginação, e o tabu apagar-se-á para sempre.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

cála-te

Pode parecer ironia, mas por mim diria.
Se falasse sempre que tenho alguma coisa para dizer, quase nunca o faria.

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