sexta-feira, 4 de maio de 2007

livre para mim

Apetece-me a brancura e a frescura do papel. Sem linhas. Para que possa divagar. Com leveza. No sentido que quiser. Orientando tudo pelas minhas opções. Coerentes com aquilo em que acredito. Regidas pela sensibilidade que me chega e que procuro sempre reconhecer, até nas mais pequenas ondulações, que me são transmitidas pela vida. Que percebo ao percorrer os vales profundos; as planícies férteis; ao escalar as montanhas que apenas têm para oferecer aquele ar rarefeito, de difícil compreensão, mesmo apesar de estar mais próximo do céu. Mas que me obriga a respirar com mais calma. Como única forma de aproveitar cada molécula de oxigénio. Que causa tonturas, que me faz deitar, e voltar a olhar o céu, que, entretanto, quase esqueci.

1 comentário:

M@rio disse...

Este texto é quase poético...influências?
Já experimentaste?

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